Transição energética,
industrial e de
transportes
Promover a descarbonização da matriz e dos sistemas energéticos e industriais por meio de uma transição energética justa, com segurança e acessibilidade como vetor de competitividade e desenvolvimento socioeconômico do país é o objetivo central do eixo. Apoiamos projetos e iniciativas que estimulem diferentes frentes para a transição energética, no sentido de consolidar caminhos para maximizar a participação das fontes renováveis na matriz elétrica brasileira, promover soluções descarbonizantes, atrair investimentos industriais verdes e apoiar a qualificação do debate de uso da renda fóssil na transição. Com isso, o eixo busca demonstrar a viabilidade da transição para um novo modelo de desenvolvimento sustentável, inclusivo e de baixo carbono.
Renováveis
O iCS busca fortalecer e engajar o setor elétrico e a sociedade em prol da ampliação do acesso às energias renováveis e da maximização de seu potencial de aproveitamento, fazendo disso um caminho para o desenvolvimento e redução das desigualdades.
Abordagens:
- Gerar conhecimento e diálogo qualificado para aperfeiçoar a regulação, o planejamento, a operação e a eficiência do sistema;
- Apoiar o desenvolvimento de mecanismos que viabilizem a implementação de infraestrutura renovável;
- Colaborar com a implementação de planos de transição que reduzam a participação de fósseis no setor elétrico brasileiro;
- Promover instrumentos que viabilizem a transição energética justa.
Combustíveis
Fósseis
O trabalho desta frente é apontar projetos ambiciosos e inovadores para o setor de óleo e gás (O&G), fomentar investimentos em alternativas de baixo carbono, capacitar atores para o debate sobre descarbonização e promover mudanças estruturais no setor.
Abordagens:
- Trabalhar pelo redirecionamento de recursos de O&G e o reposicionamento da Petrobras;
- Atuar na qualificação de investimentos em transição energética;
- Estimular a criação de mecanismos para o uso da renda de O&G para a transição;
- Promover estudos e fóruns para a qualificação de atores sobre o papel e os limites dos biocombustíveis;
- Apoiar o estabelecimento de cadeias de valor para a produção de combustíveis sustentáveis;
- Identificar e incentivar alternativas de descarbonização no sistema de transportes de longa distância, maior fonte de emissões por uso de energia no país.
Transição industrial
justa
Promover a indústria brasileira como vetor de descarbonização de cadeias globais de valor integrando clima com ganho de competitividade e desenvolvimento socioeconômico local.
Abordagens:
- Ampliar e fortalecer o engajamento com investidores, empresários do setor industrial, tomadores de decisão, associações de classe e governos (federal e subnacional);
- Apoiar o desenvolvimento de incentivos e mecanismos de financiamento para a descarbonização da indústria local;
- Disseminar e qualificar práticas de powershoring como agenda para transição energética e transformação industrial no Brasil;
- Dar suporte a iniciativas de implementação nacionais e subnacionais;
- Promover low-carbon trade (fertilizantes, biocombustíveis, aço etc.) por meio de geração de conhecimento e alianças internacionais;
- Apoiar geração de conhecimento e fóruns de economia circular como estratégia de mitigação;
- Apoiar a promoção e qualificação de cadeias de valor minerais críticos sustentáveis;
- Colaborar para a qualificação profissional diversa e inclusiva na nova indústria.
Nordeste
A região Nordeste do Brasil destaca-se como um polo estratégico para a geração de energia renovável e para a atração de investimentos em novas indústrias verdes. O iCS atua para alavancar cadeias locais de valor, e aumentar a produtividade e a competitividade da economia regional, garantindo superação de desafios históricos em desenvolvimento territorial, e promovendo inclusão, diversidade e resiliência.
Abordagens:
- Apoiar estudos e promover diálogos acerca das oportunidades da transição energética justa para a região;
- Apoiar e promover iniciativas de atração de investimentos (infraestrutura e powershoring) e a descarbonização das cadeias locais;
- Apoiar a institucionalização e qualificação da participação da sociedade civil organizada em processos de tomada de decisão;
- Fomentar políticas e programas para a formação profissional diversa e inclusiva.
Equipe
Doações
Apoiar a descarbonização da indústria brasileira por meio de consultorias práticas a indústrias que identifiquem emissões de gases de efeito estufa em processos e produtos e indiquem planos de redução. O projeto capacita empresas e trabalhadores, fortalece a competitividade industrial e impulsiona soluções de baixo carbono no Brasil especialmente nos setores de cimento, aço e alumínio.
Elaborar estudo comparativo sobre fertilizantes convencionais, nitrogenados verdes e bioinsumos no Brasil, analisando custos, emissões, riscos e desempenho agronômico, com base em dados históricos e cenários futuros. Construir um Mapa do Caminho até 2030 para orientar políticas públicas, investimentos e adoção no campo, fortalecendo a indústria nacional e reduzindo a dependência de importações.
Escalar a iniciativa da LABSolar+ em parceria com BB, Hub de Sociobioeconomia e Rede Clima, consolidando um modelo replicável que integra energia renovável e agricultura familiar. O projeto fortalece comunidades energéticas com monitoramento de sistemas solares em municípios da BA, promovendo seguranças energética, hídrica e alimentar, capacitação e evidências para escalar políticas públicas.
Promove a inclusão produtiva de jovens de Sergipe por meio da qualificação para empregos verdes. A iniciativa combina formação voltadas às energias renováveis, articulação entre governo, academia e setor produtivo e ações conectadas às demandas do mercado. Com foco em energia solar, eólica, biomassa e hidrogênio verde, busca ampliar a empregabilidade e apoiar o desenvolvimento territorial.
O projeto visa identificar gargalos de infraestrutura e identificar oportunidades de atração de investimentos e inserção do Brasil, e especialmente da região Nordeste, em cadeias globais da transição energética, a partir do estudo das cadeias produtivas estratégicas ao powershoring, e das tendências de comércio internacional.
O projeto pretende ampliar as capacidades de liderança de mulheres estudantes e recém-formadas que pretendem ou atuam no setor de energia, fortalecer sua inserção em redes e oportunidades profissionais e consolidar uma experiência replicável em universidades públicas do Nordeste.
Analisar maneiras de atenuar os crescentes impactos técnicos dos Recursos Energéticos Distribuídos (REDs) nas redes brasileiras, incluindo distorções de medição, variações de tensão, fluxo reverso, sobrecargas e efeitos relevantes nas perdas técnicas da distribuição. O objetivo é gerar recomendações de soluções eficazes, garantindo segurança operacional e isonomia tarifária.
O Fórum Brasileiro das Climatechs (FBC) realizará um ciclo de ações para acelerar soluções que reduzam emissões e elevem a eficiência energética. A agenda combina inteligência de mercado, encontros regionais e conexão estruturada entre empreendedores, investidores, mentores e empresas. As frentes incluem Open Energy, IoT, Big Data, IA, smart grids e smart meters, além de geração distribuída.
Articular atores brasileiros e chineses para catalisar parcerias estratégicas e investimentos em cadeias de valor de baixo carbono no Brasil. A iniciativa fortalece cooperação bilateral em agricultura sustentável e energia limpa, promove diálogo institucional, produz evidências técnicas e apoia projetos-piloto alinhados às prioridades nacionais de sustentabilidade e políticas públicas brasileiras.
O projeto visa fortalecer a integração entre as agendas de oceano e clima no Brasil, articulando sociedade civil, governos, academia e setor privado para acelerar soluções climáticas baseadas no oceano e na zona costeira até 2027, por meio de mapeamento de capacidades, diálogos multissetoriais e incidência em fóruns nacionais e internacionais.
O projeto “A Cadeia Brasileira do Aço e a Reciclagem como Motor de Descarbonização” mapeia toda a cadeia do aço no Brasil, avaliando o papel da reciclagem como vetor de descarbonização e economia circular. Entregará diagnóstico setorial, indicadores da reciclagem ferrosa e propostas de políticas fiscais para fortalecer a indústria nacional e reduzir emissões.
O projeto visa apoiar a elaboração da Estratégia Nacional de Economia Azul, promovendo encontros técnicos e oficinas regionais participativas para qualificar o texto-base. Também produzirá relatório consolidado e estudo técnico para subsidiar uma taxonomia brasileira, fortalecendo o alinhamento entre políticas públicas, financiamento sustentável e desenvolvimento produtivo ligado ao oceano.
Este projeto visa posicionar a transição justa como eixo central do desenvolvimento no Brasil, garantindo protagonismo a trabalhadores, sindicatos e juventudes. A iniciativa conecta agendas climáticas e trabalhistas a partir de experiências territoriais, propondo políticas públicas para construir uma prosperidade verde, inclusiva e socialmente justa com participação popular nas decisões.
Fortalecer o planejamento regional do Nordeste diante da transição climática, mapeando setores, vocações e capacidades produtivas para identificar oportunidades de trabalho da economia verde. O projeto integra dados, participação e educação para gerar diagnósticos e propostas formativas que impulsionem uma transição justa e sustentável.
Incidir na regulação e no debate legislativo sobre modelos de remuneração em leilões, evidenciar custos evitados das usinas reversíveis e baterias frente às soluções fósseis; capacitar o SNDC para atuar na abertura do mercado com salvaguardas a consumidores e prevenção de greenwashing, e participar em fóruns estratégicos para influenciar decisões políticas e técnicas.
O avanço da geração distribuída e a integração de fontes renováveis impõe novos desafios ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Alguns países já vivenciam experiências semelhantes, ajustando subsídios, incentivos e regulações. O trabalho consiste em mapear, analisar e comparar esses modelos internacionais, identificando boas práticas aplicáveis ao Brasil e recomendações de ajustes regulatórios.
O projeto objetiva quantificar, a níveis nacional e regional, os benefícios da bioeconomia em termos financeiros e de mitigação de emissões de carbono, a partir da atualização resultados de estudo anterior, ampliando o escopo da avaliação ao incorporar novos parâmetros e variáveis, incluir novas tecnologias, e desenvolver uma análise regionalizada dos impactos.
Fortalecer o papel dos consumidores de energia como agentes centrais na luta contra a crise climática, ampliando engajamento cidadão e competividade da indústria para subsidiar políticas públicas. O projeto articula monitoramento legislativo, eventos, campanhas de comunicação, ações educativas e iniciativas sociais para fortalecer o protagonismo dos consumidores na Transição Energética Justa.
Estruturar um modelo de transição energética justa e sustentável para a mesorregião Sudeste Rio-Grandense, impulsionando o phase-out da atividade carbonífera e promovendo o desenvolvimento de uma nova economia circular baseada em biogás e biometano.
Fortalecer a Política Nacional de Transição Energética (PNTE) com foco em transparência, rigor técnico e engajamento social, atuando em 4 frentes: (i) Comunicação e Engajamento para públicos estratégicos; (ii) Apoio Técnico ao FONTE; (iii) Aprimoramento Contínuo do PLANTE, com análises críticas e recomendações; e (iv) Arquitetura Inicial de Avaliação da PNTE, Teoria da Mudança e Modelo Lógico.
O projeto visa mapear soluções circulares no Brasil com base na ISO 59004, desenvolvendo um Hub de Economia Circular e uma Tese de Investimento para impulsionar negócios regenerativos e inclusivos. Busca fortalecer a governança, a inclusão produtiva bem como o financiamento justo da economia circular brasileira.
Enfrentar os desafios regulatórios do setor para explorar políticas de uso social da energia descentralizada, propondo mapeamento e análise das experiências bem-sucedidas no Brasil e no exterior com capacidade de impulsionar a MMGD em contextos urbanos, rurais e em comunidades isoladas, a partir da elaboração de atlas, policy briefs e análise crítica das atuais políticas de incentivo à expansão.
O projeto organiza-se em quatro eixos: (i) engajar órgãos governamentais na construção e validação do plano de transição da cabotagem; (ii) realizar diálogos técnicos multissetoriais; (iii) detalhar ações críticas com a ABAC e contrapartes públicas; (iv) avançar soluções logísticas para combustíveis de baixo carbono.
O projeto atuará em quatro eixos: (i) avaliar subsídios a fósseis e renováveis, apoiando reformas transparentes; (ii) acompanhar a renda do petróleo e seu papel no financiamento climático; (iii) aprofundar o debate sobre minerais críticos, regulação e governança; (iv) analisar e monitorar a implementação da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB) em setores como mineração e energia.
Projeto terá 4 eixos: (i) fortalecer as coalizões de Transportes, Energia, Agricultura e Minerais; (ii) impulsionar finanças sustentáveis em articulação com o CFH; (iii) tropicalizar o Global Circularity Protocol; e (iv) consolidar a atuação de Marina Grossi como Special Envoy na COP30, articulando soluções empresariais e incidência política para acelerar a transição justa do Brasil.